
Na Grabatal civilizada, assim como em incontáveis civilizações do mundo antigo e medievo, a tônica sempre foi a existência de uma sociedade de castas. Quando o Império Jatitano se formou, por anilos guerreiros, sua base foi a escravização de vivictas/tuatas da Floresta, e o processo se concluiu com Turaquê, que determinou que sua sociedade se dividiria em duas camadas: os anilos, guerreiros, e os vivictas, agricultores. Ele tinha ideais mais profundos que só mais tarde se revelariam, com a confluência dos povos e culturas num só, e, a longo prazo, na miscigenação tão grande a ponto de existir uma só raça.
As características anilas sempre foram mais fortes, e os vivictas foram desaparecendo com o tempo, só permanecendo em linhagens quase totalmente puras. O mesmo se deu em outros lugares, como na área central, em que seu sangue diluído nas uniões com castanhos e ruivos gerou loiros, já no tempo do Reino de Atala.
O fato é que, conforme previsto por Turaquê – mas talvez com muito atraso –, treze séculos depois da estrutura que ele estabeleceu, era impossível manter o sistema de castas. Havia toda sorte de uniões: filhos de pais anilos e mães vivictas não reconhecidos ou reconhecidos – no segundo caso, uma minoria –, filhos de pai e mãe anilos que tinham algum vivicta na árvore genealógica, filhos de pai e mãe vivictas que nasciam com traços e constituição robusta de anilos, dentre muitos outros. E poucos cumpriam os requerimentos para integrarem a casta dos soldados: genealogia pura anila comprovada – embora Turaquê, o instituidor do sistema, fosse miscigenado.